Video - Release - Grupo Sertão

Grupo Sertão

Primeiro curta da Fora da Lei é premiado pela 2ª vez no Festival do Minuto

A premiação dos melhores vídeos do Festival do Minuto em 30 Cidades aconteceu no sábado, dia 12 de setembro, em São Paulo, no Bar Posto 6 (Vila Madalena). Eu ando tão besta agora ou Sonhos nunca mais, de Sérgio Valério, foi eleito um dos 2 melhores vídeos do concurso inteiro, que teve mais de 900 inscritos. Primeiro curta do núcleo de produção Fora da Lei (realizado em 2002), o minuto já havia faturado um prêmio em maio - de melhor vídeo no tema Após o sinal deixe seu recado. Além de realizador, Sérgio atua como diretor de fotografia, editor e ator em produções goianas, desde 1998. A premiação do Festival do Minuto de Goiânia acontece nessa sexta-feira (18/09), às 10 horas, no Auditório da UEG - Unidade Laranjeiras.

Helena Ignez exibe seu primeiro longa em Goiânia

“Canção de Baal” será exibido no Cine UFG às 9:30 h da próxima quarta-feira, 26 de agosto, na mostra paralela do Perro Loco 3.

Narrativa livre para um filme barato e experimental
Por Luara Oliveira
Fonte: Revista PLANO B (edição de Inverno, n° 04). Texto gentilmente cedido pela TZ Editora.


Era outono e fazia frio na cidade de São Paulo. Ainda faltava meia hora para as cinco da tarde quando cheguei à portaria do edifício no centro da cidade. Ali, próximo à praça Roosevelt, onde frequentemente se encontram atores, atrizes, dramaturgos e outros profissionais ligados ao teatro, funciona a Mercúrio Produções que, naquela tarde, serviu de ponto de encontro para a entrevista com a atriz e cineasta Helena Ignez, sobre seu primeiro longa-metragem, Canção de Baal.

Ela própria abre a porta e me conduz gentilmente até o outro lado de uma sala comprida e colorida, ornada com uma varanda cheia de plantas. Pouco depois de indicar o sofá como assento, se pôs a falar de maneira serena, que em nada lembrou a jovem debochada e agressiva de A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla. Dona de um dos principais rostos do Cinema Novo e figura importante para o Cinema Marginal, Helena imprimiu seu nome nos créditos de filmes clássicos como Assalto ao Trem Pagador (1962) e O Bandido da Luz Vermelha (1968).

Seu mais recente trabalho é livremente inspirado em “Baal”, primeira peça escrita pelo alemão Bertolt Brecht, que narra as peripécias de um músico beberrão e mulherengo. Os diálogos foram mantidos integralmente, mas as cenas têm muita improvisação dos atores Carlos Careqa, Felipe Kannenberg, Djin Sganzerla, Beth Goulart, Simone Spoladore e outros. Elenco e equipe usaram como cenário as instalações e os arredores de uma fazenda na cidade de Bragança Paulista, em viagens curtas, feitas entre agosto e novembro de 2006. Dois anos mais tarde, o filme estreou no Festival de Cinema do Rio e, posteriormente, foi exibido na Mostra de São Paulo, na Mostra de Tiradentes e, para o mercado internacional, no Festival de Cannes em 2009.

Canção de Baal tem narrativa solta, não linear, flerta com o teatro e com vídeo experimental. O filme foi orçado em R$ 670 mil, mas realizado com aproximadamente R$ 60 mil. Parte desse montante módico saiu da conta bancária dos próprios realizadores e o restante do dinheiro veio do Canal Brasil, em parceria selada após executivos do canal terem assistido a um avant trailer com cenas extraídas do material bruto. A seguir, os principais trechos da entrevista cedida por Helena Ignez e por André Guerreiro Lopez, ator e diretor de teatro que, em Canção de Baal, estreou na direção de fotografia de longa-metragem.

Machismo escancarado e Brecht subversivo
Helena:
O que me impressionou em “Baal” foi o humor e a ironia com que Brecht expunha o machismo do personagem, um machismo selvagem, destruidor e camuflado na ordem natural das coisas. Eu sintetizei a peça na relação dele com as mulheres porque elas fazem parte desse jogo, sem as mulheres não existiria o machismo. O filme também tem um caráter político. No começo, há o interrogatório ao qual Brecht foi submetido durante o Macartismo, quando foi acusado de atividades culturais subversivas e antiamericanas. Esse questionamento pelo Senado norte-americano sobre o qual Brecht escreve não é muito diferente dos questionamentos que sofremos quando queremos produzir um filme.

Einstein passeia pelo Brasil
Helena:
O Einstein que aparece no filme é aquela figura popular que se tornou conhecida por todos. As falas usadas foram extraídas do livro A vinda de Einstein ao Brasil (escrito por Aguinaldo Prandini Riciere), cujo centro é uma entrevista cedida a um repórter brasileiro, na qual o físico fala sobre assuntos diversos, como a maquiagem das mulheres, o futebol e a Teoria da Relatividade, comprovada pelo eclipse do sol no Ceará em 1919, mesma data em que foi escrita a peça de Brecht.

Os atores e a fotografia digital
Helena: Eu e o André partimos de um conceito absolutamente idêntico para a fotografia do filme, o que queríamos era uma coisa só.
André: Apesar do tom de improvisação havia um rigor técnico muito grande. Não era questão de ligar a câmera e sair fazendo qualquer coisa, mas de realmente entender o que se queria de cada cena. Já filmei muita peça e não há nada pior que teatro filmado, é tão artificial. Por isso, queria que a câmera fosse inquieta e buscasse sempre o melhor ângulo de visão, para se entender o que estava acontecendo. Por esse motivo, eu já estava presente nos primeiros ensaios com os atores, observando o que Helena pedia e tentando traduzir o que seria isso em movimento de câmera. Não necessariamente eu seguia quem estava falando porque sabia que quanto mais clássico eu fosse menos eficiente seria esse trabalho.

Corpos nus sem apelo sexual
Helena:
Talvez por influência de minha origem indígena, a nudez é algo muito natural para mim, não é nada chocante ou estranha, e nem deveria causar qualquer tipo de constrangimento. Brecht pede que os personagens estejam nus, tanto que a peça causou um escândalo enorme quando estreou em 1923, na Alemanha. Ficou apenas cinco ou seis dias em cartaz. No filme, não se pode dizer que é uma nudez erótica, que induz a um tipo de comportamento sexual. No entanto, é nudez mesmo.

O momento da criação e as obrigações do set
Helena: Vejo que em uma produção convencional se pode dirigir um filme totalmente sentada, em frente ao video assist. Luz nas Trevas (continuação de O Bandido da Luz, recém-filmado por Helena) realizei assim. Pode cair um meteoro que você não tem possibilidade de filmá-lo. E se você atravessa para fazer algo diferente é desastroso, causa uma insegurança total nas pessoas. Hoje, o set é mais um lugar de obrigações bem realizadas do que de prazer de criação. Em Canção de Baal tive uma experiência muito oposta a essa.
André: O plano era fazer aquele filme. Se víssemos um pôr do sol lindo lá fora, pensávamos que cena poderia se adaptar a isso. Era a sensação de estar criando que unia aquelas pessoas naquele momento. Havia um acúmulo de funções na equipe por opção. Se fosse necessário levantar cenário, eu deixava a câmera e levantava cenário. Atores sugeriam iluminação para cena. Havia uma extrema liberdade no set, mas com uma condução muito precisa, para que as exigências profissionais fossem todas cumpridas. Seria impossível o filme ter sido feito de outra forma.
Helena: Todos que estavam ali acreditavam muito no que estavam fazendo.

Ficha técnica:

Canção de Baal (Brasil/2008)
Direção e roteiro: Helena Ignez
Elenco: Carlos Careqa, Felipe Kannenberg, Djin Sganzerla, Beth Goulart, Celso Sim, Wladimir Castro, Michele Matalon, Carlos Figueredo, Maeve Jinkings, Simone Spoladore.
Produção: Sinai Sganzerla, Ana Oliveira, Patrícia Godoy
Direção de fotografia: André Guerreiro Lopes, Aloysio Raolino
Montagem: Ricardo Miranda, Julia Martins, Guta Pacheco
Produtora responsável: Mercúrio Produções

Serviço:

Mostra Paralela - Perro Loco 3

Exibição do filme “Canção de Baal”
(Após a sessão, haverá um debate com a diretora do filme, Helena Ignez)
Local: Cine UFG - Campus 2
Data: 26 de agosto (quarta-feira)
Horário: 9:30 h
Entrada franca

Assista também o curta “Helena em Carne e Osso”, de Andréia Miklos (Produtora Fora da Lei), que documentou a passagem de Helena Ignez por Goiânia, há dois anos atrás:

O Som da Viola Perdida - A imaginação é um sonho que não tem fim.

Sinopse: Documentário pictórico musical que registra um encontro de músicos na bucólica cidade de Pirenópolis-GO. Sons que ao ouvido do poeta se tornam imagens em movimento.

Assista ao mais recente curta da Fora da Lei, aqui dividido em 03 partes:

 Parte 01

Parte 02 

Parte 03

 

Lições do cinema universitário

Carlos Cipriano
Especial para O POPULAR

A análise mais atenta das produções exibidas na 2º Miau – Mostra Independente do Audiovisual Universitário, que terminou no domingo no Centro Cultural Goiânia Ouro e cujos filmes estão sendo reprisados no mesmo local (confira programação na página 7), revela o quanto nós goianos ainda estamos atrasados em relação ao ensino e ao aprendizado do audiovisual. O problema não está apenas na histórica inexistência de um ensino formal de cinema em Goiás ou no descaso e incompetência das faculdades públicas e privadas que oferecem cursos deficitários, com equipamentos ultrapassados.

O problema também está na ausência de um pensamento cinematográfico entre a maioria dos realizadores goianos, tão preocupados em ocupar o espaço oferecido pelos festivais locais e ganhar seus prêmios que esquecem que o domínio da linguagem audiovisual depende da ampliação do repertório pessoal de referências e da atualização da cultura cinematográfica. Mais uma vez, a grande maioria dos realizadores locais não compareceu ao Cine Ouro nas sessões e debates da Miau e desperdiçou outra oportunidade de aprendizado que nos foi ofertada.

Sem dúvida, o desprezo pelo audiovisual universitário mascara um receio de ser confrontado – pois a comparação é inevitável. E o confronto já começa a despertar a percepção do público de que vários desses aprendizes conseguem voar mais alto em seu trabalho de estreia que os goianos, mesmo aqueles com tempo de estrada.

Vejamos se não é verdade: o que um vídeo como A Luz Vermelha do Bandido, eleito o melhor documentário da Mostra Sete Vidas da 2º Miau, tem a ensinar? Realizado pelo estudante paulista Pedro Jorge (da Anhembi Morumbi), o documentário retoma o primeiro longa-metragem de Rogério Sganzerla, O Bandido da Luz Vermelha (1968). O que este filme representou em termos de modernização e ousadia, no conturbado momento político pelo qual o País passava? Os depoimentos de Helena Ignez, Júlio Bressane, Jean-Claude Bernadet, Inácio Araújo, Carlos Reichenbach, Ivan Cardoso, dentre outros, nos dão uma dimensão do talento excepcional de Sganzerla, que aos 23 anos conseguiu criar um marco da cinematografia nacional.

A homenagem se estende aos aspectos formais do documentário, traduzida na recriação do estilo inconfundível do filme, com sua câmera indecisa, sua montagem nervosa e fragmentada, seu som fugidio. Daí a opção pelo estilo radiofônico, pelos travellings nas ruas de São Paulo, pelos letreiros luminosos que reproduzem trechos do Manifesto Fora da Lei, escrito por Rogério enquanto realizava seu filme. Recorrendo a procedimentos da ficção, o vídeo recria cenas consagradas pelo ator Paulo Villaça no papel do Bandido, aqui vivido pelo cantor Seu Jorge.

Há também a intervenção da figura de um apresentador de TV, desses que mostram perseguições policiais e fazem discursos exaltados, para invocar o diálogo de Rogério com Orson Welles e Godard, na frente de um chroma key de mau gosto proposital. Produzido com orçamento diminuto, o documentário vai buscar nos vídeos do Youtube cacos de imagens e sons para contar sua história fragmentada e repleta de referências, respondendo ao desafio de fazer uma homenagem sem cair na tentação reducionista de usar cenas do longa.

O documentário não é o único exemplo de lição que a Miau proporcionou. Vários outros poderiam ser citados. Premiado como o melhor filme do festival, o curta Sobre um Dia Qualquer, dirigido por Leonardo Remor, da Unisinos (RS), é uma ficção que surpreende pela imprevisibilidade. A narrativa lacônica começa com os planos que apresentam uma fábrica, para depois introduzir seus personagens: operárias que chegam para mais um dia de trabalho. Mulheres trajando uniformes cinzentos, cuja tarefa é empacotar lápis de cor numa esteira.

O filme não particulariza as mulheres, não nos leva à identificação com elas, nem dá nenhuma pista do que poderá acontecer até que ocorre uma pausa para a refeição. Uma delas se isola no refeitório. Ela assiste à TV, onde vê uma porção de coelhos brancos. Corte para uma animação absurda com coelhinhos (seria uma alucinação premonitória?). Fim do expediente. Saída das operárias. A que assistia TV decide ficar. Ela caminha pelos corredores escuros até chegar ao local onde se encontra uma inusitada gaiola com coelhos. Apanha um deles e foge paranoica, para soltá-lo num gramado.

Enquanto a câmera é suspensa pela grua, a mulher e o coelho caminham numa ilha que separa as duas pistas de uma rodovia movimentada. Sem dizer uma só palavra, o filme induz a uma inquietação e à reflexão sobre os estreitos limites de nossa liberdade, lembrando a frieza e a solidão imposta aos indivíduos que habitam os grandes centros urbanos.

Os mais atentos perceberão que não só pela diversidade de temas, propostas estéticas e modelos de produção os universitários têm muito a ensinar. Mas também por uma postura mais humilde e coerente dos diretores que visitam a cidade: eles reconhecem a importância de seu ofício, mas não se deixam tomar pela vaidade característica da categoria.

Ainda não percebemos que Goiânia se tornou, nos últimos anos, a capital brasileira dos festivais universitários, com a criação de uma mostra específica para os estudantes locais no Festcine Goiânia (2005), do festival latino-americano Perro Loco (2007) e da Miau, de abrangência nacional (2008). Nenhuma outra capital reúne condições tão privilegiadas para a atualização de sua cultura cinematográfica, ao receber um conjunto de produções que apontam tendências e lançam as futuras gerações de diretores. Atualizar-se com a produção audiovisual feita nas universidades, é importante para quem se preocupa em não produzir filmes e vídeos ultrapassados do ponto de vista da linguagem, fora de sintonia com o cinema que ainda está por vir.

A contribuição mais evidente e imediata dos universitários, que raramente dispõem de recursos financeiros provenientes dos mecanismos de incentivo à cultura, pode ser resumida na frase de Carlos Reichenbach, quando cita Paulo Emílio Salles Gomes (extraída do documentário premiado na Miau): “o cinema brasileiro é um dos poucos cinemas do mundo que consegue transformar a falta de condições em elementos de criação”.

No entanto, a contribuição mais importante e duradoura só será reconhecida quando os estudantes de Goiânia se atreverem a ousar nos roteiros e na direção, com filmes instigantes, que transformarão o cinema goiano em um cinema adulto; e o público se tornar mais exigente, à medida que os filmes universitários consolidarem o pacto de inventividade com a plateia de seus festivais.

CARLOS CIPRIANO é professor do curso de Comunicação Social – Audiovisual da UEG

 

 

Mais um pequi cai do pé

O PEQUI - O HEREGE - No quarto episódio da saga idealizada pelo diretor Rodrigo "Horse" Assis, o personagem do homem louco interpretado por mim, Sérgio Valério, hehehe, depois de humilhante derrota diante das musas pequis, encontra refúgio e (des)orientação junto a um velho mestre pizzaiolo, capaz de forjar guerreiros em seu forno a lenha. Mas legião de zumbis dominados pelo poder do pequi pertubam a paz e treinamento do herói que enfurecido parte para um delicioso e sangrento massacre.

Assista ao Trailer

 

Documentário da TRASH

Assista ao documentário sobre a "TRASH - Quarta Mostra Goiana de Filmes independentes"

produzido pela FORA DA LEI em mais uma parceria coma a MONSTRO DISCOS.

Assista também "Surpresa"curta realizado durante a mostra em uma oficina ministrada por LIZ VAMP,

com participação de Zé do Caixão e suporte da FORA DA LEI. 

 

Documentário - TRASH

 

Surpresa  

 

 

Lançamento de "O Som da Viola Perdida", novo curta da Fora da Lei

a FORA DA LEI convida para o lançamento do documentário

O SOM DA VIOLA PERDIDA

ou

a imaginação é um sonho que não tem fim

- direção: Sérgio Valério -

QUARTA-FEIRA - 11 DE MARÇO - 20 H

CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA GOIÂNIA OURO

ENTRADA FRANCA

Após a exibição do vídeo, haverá show com o grupo SERTÃO.

A FORA DA LEI NA TRASH - 4ª MOSTRA GOIANA DE VÍDEOS INDEPENDENTES

 

CONFIRA OS VÍDEOS COM A PARTICIPAÇÃO DA FORA DA LEI E SEUS HORÁRIOS DE EXIBIÇÃO NA TRASH - 4ª MOSTRA GOIANA DE VÍDEOS INDEPENDENTES:

LOCAL: CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA GOIÂNIA OURO

sábado - 20 de setembro

Sessão da Tarde: Pesadelos Vespertinos - 15:30 h

O Pequi - Rodrigo Assis, 2007, fic, 6 min - GO
Onde os malditos pequis não têm vez - Rodrigo Assis, 2007 – fic, 5 min - GO
Pequi zero - Rodrigo Assis, 2007, fic, 5 min - GO

domingo - 21 de setembro

Mostra Joselito: só filmes sem noção - 11 h

Assim é a vida ou a morte - Mateba, 2008, fic, 20 min - GO

Almoço com as podreiras: seu cérebro é a refeição - 13:30 h

Curiosos delirantes ou tenho medo do seu amor - Carlos Cipriano, 2006,
exp, 6 min - GO

Doc's da Fora da Lei na 8ª Goiânia Mostra Curtas

 

 

Escrevo para comunicar a seleção de dois documentários da Fora da Lei - Rádio, TV e Cinema para a 8ª Goiânia Mostra Curtas, vídeos que realizei com os amigos Andréia Miklos e Sérgio Valério, nas poucas sobras de tempo que deu pra gente se encontrar e produzir depois que virei professor. Então, para quem ainda não viu, basta comparecer à sessão da tarde do Goiânia Mostra Curtas, esse espaço especialmente reservado à exibição de nosso “pessoáudiovisual” chamado Curta Mostra Goiás.

 

O primeiro deles é “Helena em Carne e Osso” (de Andréia Miklos), que mostra a passagem de Helena Ignez por Goiânia, em outubro do ano passado (incluindo o encontro dela com minha filha, recém-nascida Helena Ignez) - participações de Beto Leão, Andrea Tonacci, Andréia Miklos, Cipriano CapaPreta, Raquel Veloso, Sérgio Valério, Edson Lenine, e outros atentos à vinda de filmes brasileiros inéditos às salas de cinema de Goiânia. Um passeio ao crepúsculo para uma entrevista, na mesma rua que leva ao final do filme que nunca existiu. Beto Leão - “O que é cinema de invenção?” Helena Ignez - “É o que nós fazemos a cada momento, quando nos manifestamos no Cinema”.

 

O segundo é um documentário do qual sou diretor/produtor, realizado pela mesma galera, “Violas, batucos e outras folias”, gravado entre 2002 e 2003, quando fazíamos o programa Espírito da Música para a Rádio Universitária. Roberto Correa, Badia Medeiros, Paulo Freire, Umbando, Cordel do Fogo Encantado, Hermeto Pascoal, Trio Música Ligeira, Clube do Balanço, Comadre Fulôzinha e grupos de comunidades do interior de Goiás falam sobre sua música e a tradição da música popular brasileira, com o registro de shows em Goiânia, São Paulo e São Jorge, na Chapada dos Veadeiros, em cenas que mostram exatamente o que o título promete.

 

Fica aqui meus agradecimentos à Andréia e ao Serginho, que inscreveram os vídeos da Fora da Lei no GMC, além de atuar na refilmagem do trash “O Pequi”, de Rodrigo Assis - fazendo o casal vítima do plano maquiavélico dos extra-terrestres - paródia de vários filmes que também será exibida na Curta Mostra Goiás desse ano.

 

Abraços

 

Cipriano Capa Preta

 

Violas, Batucos e Outras Folias

Gravado entre os anos de 2002 e 2003 e finaliazdo apenas em 2007. O documentário "Violas, Batucos e Outras Folias" dirigido por Carlos Cipriano, busca mostrar como os elementos da cultura tradicional influenciam e se mesclam no processo criativo da música popular brasileira. Rodado em São Paulo, Goiânia e durante o 3º encontro de culturas tradicionais em São Jorge - Chapada dos Veadeiros - GO, o documentario conta com a participação de artistas de várias regiões do país e nos trás uma visão de como a música pode se renovar sem deixar de lado os elementos culturais típicos brasileiros numa atitude constante de antropofagia.

O vídeo conta com depoimentos de Hermento Pascoal, Mario Manga, Rodrigo Rodrigues, Cordel do fogo encantado, Comadre Fulozinha, Roberto Correa, Paulo Freire, Badia Medeiros, Umbando e menbros de comunidades tradicionais, como D. Leonida que pertence a comunidade Kalunga em entrevistas concedidas ao programa radiofônico "Espírito da Música" produzido pela fora e veículado pela Rádio Unversitária de Goiânia em um período compreendido entre os anos de 2001 e 2005.

Com duração de 15 min o video teve que ser dividido em duas partes devido as limitações do Youtube.

 

Violas, Batucos e Outras Folias Pt.01 

Violas, Batucos e Outras Folias Pt.02 

Hoje tem Trash no Des.bitoa

 

 

Da arte de fazer filmes sem dinheiro ou  sobre como nos tornamos foras-da-lei

 

 

 

 

 

Produções de baixo orçamento, independente e trash – convergências e diferenças nos filmes produzidos sem recursos financeiros no 8º Desbitola

 

 

 

Por Lígia Benevides

 

Cinema de guerrilha. A câmera pode ser uma arma. Filmes fora-da-lei. O cinema independente existe e resiste. É possível fazer filmes com (muito) pouco dinheiro? Cinema de amadores ou de inventivos? Qual a diferença entre ser trash e ser independente?

O ciclo do Desbitola continua girando e coloca na roda três produções expressivas do cinema independente produzido em Goiânia. O público poderá conferir, no dia 28 de julho, a partir das 20 horas, no Cine Cultura, os curtas O Pequi (fic, 5 min, 2006), de Rodrigo Assis Horse; Adilsin Gente Fina (fic, 7 min, 2005), de Januário Leal; e Só as Éguas são Felizes (fic, 4 min, 2006), de Vander Veget e Bruno Lopes.

Os filmes em exibição já foram a público em Goiânia no FestCine Goiânia e na Mostra Trash!, e também estão disponíveis no YouTube, um dos principais veículos de difusão de filmes independentes. Adilsin Gente Fina contabiliza mais de 50 mil visitas no site, e Só as Éguas são Felizes foi exibido no Festival Mix Brasil, em 2006. O Pequi conta ainda com mais dois filmes, que completam a trilogia.

Todos os filmes em exibição foram produzidos de forma independente, isto é, sem recursos financeiros advindos de editais de fomento à cultura. Porém, mais do que terem sido feitos sem cachês para a equipe e elenco, os filmes possuem temáticas sui generis, que caracterizam os filmes mais por seu conteúdo do que pela maneira como foram produzidos. Ou seja, em termos de independência, podemos questionar um filme quanto sua forma de produção e do roteiro que ele propõe. Quem assistir poderá questionar: será que algum desses filmes passaria por uma comissão de seleção de editais, dado aos polêmicos roteiros em questão, quando até mesmo uma sinopse pode ser alvo de censura?

Pela temática, o curta O Pequi se enquadra na categoria trash: seres de outro planeta se utilizam de pequis para infiltrar na sociedade; pela independência financeira, temos Adilsin Gente Fina; e pelo roteiro temos Só as Éguas são Felizes.

A estética do cinema trash é famosa no Brasil pelas produções do cineasta José Mojica Marins, o Zé da Caixão. Sangue escorrendo, tripas para fora, cenas noturnas e obscuras, vampiros, monstros e afins caracterizam a vertente terror, tão cara ao cinema trash. Por outro lado, no boca-a-boca do dia-a-dia, a expressão filme trash pode se referir a histórias com conteúdos "politicamente incorretos", ou que simplesmente tenham sido feitos de forma independente, sem dinheiro, com equipe formada por amigos que em uma tarde gravam e em outra tarde editam.

Produtor musical e idealizador da Mostra Trash! – festival de filmes independentes – o debatedor convidado para esta edição, Márcio Jr., estará presente para falar sobre essas e outras questões com os diretores convidados. Formado na UFG em Engenharia, com mestrado em Comunicação Social pela UnB, Márcio Jr. é professor universitário, sócio-fundador da Monstro Discos e cinéfilo de carteirinha.

Como diria o realizador independente CarlosMagno Rodrigues, de Minas Gerais: Mini-DV = AK-47.

Vamos discutir o cinema goiano?

 

 

 

 

 

Programação – 28 de Julho de 2008

 

O Pequi (fic/5'/2006) - Direção: Rodrigo Assis "Horse"

Seres de outro planeta com o intuito de dominação da Terra utilizam o pequi como forma de se infiltrar na nossa sociedade.

 

Adilsin Gente Fina (fic/7'15/2005) - Direção: Januário Leal                                                                                                            

O cúmulo da comédia de costumes. O ser humano condicionado ao mais baixo calão da ira: o mau-humor. Grotesco e sublime. O puro espírito do expressionismo de Carlão como Adilson Leonardo, o arrogante.

 

Só As Éguas São Felizes (fic/4'/2006) - Direção: Vander Veget e Bruno Lopes

Diálogo entre mãe e filho acerca da sexualidade, dividido em três fases distintas,  acompanhado ora por um bom sarcasmo, ora pela mais pura sinceridade.

 

Serviço

 

8º Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano

O Cinema Independente

Dia 28 de Julho (segunda-feira)

20 horas

Cine Cultura

Entrada Franca

Realização: nÓis produções, Frita Filmes, Fractal Filmes, Traktana Filmes e Lídia Stock

Arquivos Fora da Lei

Em 2007 a Fora da Lei foi a produtora encarregada de produzir o vídeo institucional sobre o décimo terceiro Goiânia Noise Festival. Com quatro equipes de vídeo o núcleo encarou a empreitada registrando mais de 45 horas de material bruto que finalizado rendeu um curta de 20 min o qual teve seu lançamento realizado no começo deste ano no Centro Cultural Goiânia Ouro.

Como se pode perceber a quantidade de material que restou em nossas gavetas é enorme. e a partir deste momento estaremos disponibilizando pouco a pouco uma parte deste acervo.

Para começar escolhemos o goiano Diego de Moraes que foi uma das presenças que mais marcou na opinião do público presente no festival.

Diego de Moraes no 13º Goiânia Noise Festival

AINDA ESTAMOS VIVOS!

Depois de desparecerem sem nenhuma razão ou justificativa com nosso Blogspot, a Fora da Lei inaugura um novo canal de comunicação aqui neste provedor. Espero que não nos deletem desta vez, pois a Fora da Lei só vive duas vezes !!!

Para retornar nada melhor que um material inédito. O videoclipe da música "Adalgisa" da banda Rollin' Chamas.

O vídeo produzido e dirigido por Andréia Miklos, foi realizado com sobras do material gravado com a banda durante sua participação no curta-metragem "Assim é a vida ou a morte" do diretor Mateba, que foi realizado com recursos da lei de incentivo a cultura do município de Goiânia.

Cinema e Rock'n'roll um campo fértil para novos delírios Fora da Lei.

Adalgisa - Rollin' Chamas

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